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quero que tua língua me molhe
tal qual onda desvirginando 
a secura dos meus pés

que tu entres em mim
como o movimento das águas
enterrando meus dedos na areia

que alternes entre calma e violência
mas nunca deixes de vir
me pegando assim despreparada
ensopando minha roupa
levando meus pertences

e que por fim me recomponha
me enxugue, me deite em tua cama
para que eu não saia na rua 
feito uma louca que acabou de se perder

amor,
sozinha eu não consigo
sozinha eu só consigo ser só

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