01:41 AM

Procuro no google "como pedir perdão" - nada, só psicologia barata. Peço conselhos a um amigo que me diz que eu nunca vou entender completamente o que se passa aí dentro, mas que devo fazer o que estiver ao meu alcance e esperar que você faça sua parte também. Penso com medo na sua irredutibilidade. E escrevo com receio de que as palavras não entrem de verdade porque seu coração já está fechado para mim. É o que está ao meu alcance, baby. Palavras, atos, palavras que são atos. Se não vi, se desacreditei, se maltratei o seu amor, sei lá quantas vezes errei - que o peso dos meus erros não nos impeça de continuar, porque, conforme eu tentava contabilizar minhas faltas, me perdi nessa outra conta de quantas vezes ainda posso estar presente e acertar, se você deixar.

São quase três da manhã.
e ainda não pensei em uma forma genial de te pedir pra ficar.

São quase três da manhã.
Você não sabe, mas eu também tenho medo de ficar acordada a essa hora.
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E foi assim que eu pedi perdão
Pedi para que ficasse comigo
Em um papel enrolado e letras batidas com muita força
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Mas deixou predominar a imperdoabilidade da alma
Se é que isso existe
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Deixa passar o passado
Que o presente seja tua eternidade
E esqueça, de uma vez por todas, tudo que te rouba a vontade de viver

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Em mim
O silencio ecoa para dentro
E causa o caos
Mais do que qualquer grito.

PS: este texto contou com a contribuição de Bruno Batiston.

Um comentário:

  1. "Palavras, atos, palavras que são atos."

    E ausência das palavras, vulgo silêncio, também é um ato. Pode ser dos mais cruéis, às vezes muito covarde, não raro imperdoável.

    Se te serve, um "verso" meu:
    Acarinhou-me a consciência de que tudo passaria, de que tudo é poesia e até o silêncio pode ser doce, até o escuro tem seu calor.

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