ira amorosa


Não és exceção
És só mais um não
Que a vida me disse
Em resposta às tolices
Que fiz por amor


Se fechas os olhos
E o peito, cansada, fatigada
Não tens o direito
De me ligar de madrugada
Para me tirar o sono


Abandono é violência
Chora, deixa a carência
Com ou sem aviso prévio
Cava buraco onde já e fundo
E quase me afundo em mim


Me desfaço em poesias
E refaço minhas dores
Não te dedico meu silêncio
Seria como te dar flores
Mortas, mudas, tristes


Como estou agora
Vá, vá logo embora


Sem preencher minhas promessas vazias
Sem viver nossas futuras alegrias
Sem dizer sim ao próprio coração

4 comentários:

  1. tão lindo mas ao mesmo tempo tão triste.

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  2. tão lindo mas ao mesmo tempo tão triste. [2]

    Mais triste do que lindo para mim que sou recém-adepto à corrente que diz que o amor pode não doer; mas que, se tiver que doer, então eu já prefiro não ter.

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  3. às vezes essa dor que o amor nos causa nos faz ficar mais ligados, presos à ele. Às vezes essa dor nos torna feliz.

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  4. Sempre soube da sua excelência.
    Menina exótica e diferente em um referencial longínquo, tinha medo de me aproximar. No entanto por um deslize imperceptível me vi ao seu lado, olhos meus como um ima involuntariamente visionavam você , magia encantadora me sugou.
    Próximas. Pele ardida, ansiedade, toques, arrepio, tontura, sedução. Sim você tinha essa intenção, me tirava do eixo. Minha mente adolescente atordoada, você você você em todos os momentos de todas as formas, de qualquer jeito.
    Não tive. Fui podada, naquela sala- aquela penumbra- aquele toque (SEU para deixar claro)- across the universe.
    Sentimentos desqualificados. Um jipe para a libertação. E a liberdade de quem você furtou?
    Sim você é excelente. Cabe a mim reprimir não apenas cinco anos mas a vida pela frente. E que esta seja complacente.

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