2012

Que seja tão real quanto 2011, mas com um pouco menos de dor, por favor. Que a minha raiva nunca dure mais do que um minuto. Que eu sinta cada vez mais a parte de mim na natureza e a parte da natureza em mim. Que minha vida possa ser uma metáfora e que o material e o sensível se misturem. Que a água da chuva sempre me lave por dentro, que o sol possa secar até as lágrimas que ainda estão por vir e que minhas corridas sejam válidas quando eu sentir vontade de fugir. Se na medida do possível, eu puder escolher meus amores, que eu escolha amores grandes, e nunca pequenos. Porque não há amor sem sofrimento, mas pelo menos os grandes compensam as partes amargas com sorrisos, enquanto os pequenos são tão medíocres que deles só restam lembranças ruins. Se o destino traçar algum dos meus caminhos, que eu saiba ser grata por isso e siga sempre adiante, entendendo que às vezes é inútil querer interferir na precisão das coisas. Que eu não seja feliz o tempo inteiro, mas que dentro de mim haja paz. Que minha alma continue evoluindo sempre e sempre. Que eu viva em estado meditativo e não me sinta exausta por isso, mas se por acaso eu me sentir, que eu possa desistir sem sem culpa. Que minha coragem para viver permaneça intacta. Que eu aprenda a respirar. Que a solidão me assuste menos. Que eu retarde a minha pressa de viver. Que eu seja sempre livre por dentro. Que minha literatura tenha mais amor do que dor. Que eu seja. Que 2012 seja.

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