umas e outras

A moça pensa que estou bem, até parece que não me conhece, que não conhece meu coração. Nunca poderia botar meu bloco na rua sem ela. Os únicos erros que cometi nos últimos dias foram frutos do excesso de àlcool que ingeri por pura tristeza que a solidão me causou.

Eu nunca quis guardar o mundo em mim, moça, eu só queria que você ficasse mais um pouco. Eu só queria que você fosse o meu grande, eterno, estranho amor. Eu tenho medo das suas decisões que não me incluem. Eu não gosto do escuro. Eu sinto frio mesmo quando faz sol, e - por ironia - meu quarto é a parte mais fria da casa. Diz pra mim que a vida não é um quebra-cabeça, e que não tá faltando nenhuma peça aqui dentro. Diz que o sol vai continuar nascendo e clareando os meus dias. Diz que vai ficar tudo bem, moça? Deixa eu deitar no seu peito e fazer nada, tal qual uma meditação? Deixa eu beijar seus pés e me ajoelhar, e te jurar amor eterno por meio de infinitas e ridículas cartas? É moça, eu não sei nada dessa vida. Eu só sei amar você.

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