mais do mesmo

Não fui criada pra acreditar nessas coisas. Não fui criada pra acreditar em um monte de coisas e acredito mesmo assim. Somos nós quem nos criamos, nos educamos, enfiamos na cabeça ideologias que nos parecem reais. E legais. 
Espero que Marte transite por Câncer e me ajude a liberar as energias. Aproveito pra respirar depois que o efeito do eclipse acaba. E penso em você com tanta força que quase te sinto aqui. 
Ninguém sabe, mas eu sou mil pessoas em uma. Só pra te prender. 
Eu sei que você se entedia facilmente, baby. Eu sei que pra te agradar é bom que eu use todas as minhas faces. Que você gosta de adrenalina, mas não dispensa meu colo sexta-feira à noite e meu carinho de leve no seu cabelo escorrido. E se isso for aventura? Vai saber, o coração não para nunca, e acelera por razões que desconheço. 
Não gostaria que você se cansasse de mim tão cedo.
Promete que nunca vai enjoar do meu gosto? E do meu sorriso e do meu cheiro? Promete que o tom da minha voz sempre será melodia suave? E que você nunca vai arrumar mala nenhuma pra guardar seja lá o que for? Você sabe, malas me assustam.
Tá certo, eu tenho só dezessete anos e vivo em prol de amores eternos. Mas não acho que isso seja suficiente pra te manter aqui. Na verdade, nada é suficiente. Só o seu amor, o meu, e a minha vontade de não desgrudar de você. 
Liberdade - um último presente, um último pedido. Sinta-se livre pra pertencer a quem não poderá ser de outra pessoa.
 

2 comentários:

  1. "Sinta-se livre pra pertencer a quem não poderá ser de outra pessoa."
    vou anotar isso no meu caderninho.

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  2. aaah, gostei! xD
    nem achei clichê e acho que me deu uma ideia pra um próximo conto, que tal isso?
    já eu fui criado pra acreditar num monte de coisa e não acredito mais depois delas explodirem na minha cara

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