um poema que é meu

Ela é a poesia mais bela que eu não li.
Sempre surgia vestida com lâmpadas,
Trazia sempre um sorriso que vinha de sua alma límpida
voando de leve acariciando a luz.
Transformando tudo o que tocasse em poesia.
Ela sempre tinha uma festa nos olhos
e dançava no ar fabricando brisas.
Repousava em algum lugar construindo sonhos,
e depois, quando acordava os distribuía.
Ela sempre parece dizer, mesmo quando emudece.
Vem com aqueles olhos de profundidade indizível
sem nunca mencionar melancolia, só doçura, só paixão desmedida.
Vem como uma maneira suave de arrebatar terrivelmente qualquer desanimo e fazer qualquer um e todo mundo se apaixonar tão logo.
Por favor não esbarre em suas pétalas de tulipa, de orquídea, de papoula.
Ela é preciosa, e antes que eu soubesse seu nome, já me trazia paz, e uma sórdida alegria.

Esse é o segundo texto postado aqui que não é escrito por mim. E, assim como o outro, também foi um presente. Presente lindíssimo, por sinal. Obrigada ao Demur Moreira por isso, pelos sorrisos, pelas palavras, pelo cavalheirismo romântico que eu havia julgado extinto.

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