VONTADE

de te encontrar por aí.



Escrever para ti exige que eu entre em outra dimensão. E é por isso que tenho evitado tanto. Sou covarde. Tenho medo de que a vontade de ficar por lá seja tamanha que depois eu não consiga mais voltar à realidade. Medo de que a saudade me leve a cometer um crime passional. De que minhas asas sejam insuficientes para me trazerem de volta ao chão. No fim, eu fui tão pouco, tão aquém do que tu merecias. De mim, da vida, do amor. Tu foste minha segurança, a única. E eu só te dei incertezas. Apesar de nunca ter dúvidas de que serias a companhia perfeita para o resto dos meus dias, incerteza foi tudo que levaste de mim. Talvez um dia tu me perdoes, quando perceberes quão equivocados são teus juízos. Quando olhares verdadeiramente na janela de minh'alma e enxergares nada mais que teu próprio rosto. Ou quando displicentemente passares por um bar qualquer e ouvires teu nome entoado em versos por minha voz. É sentimento demais e recurso linguístico de menos. Mas, é importante que tu saibas que se hoje eu tivesse direito a um pedido, não hesitaria em dizer que tudo que eu mais queria resume-se à tua permanência naquela cama. Te queria naquele edredom comigo até que o calor do meu corpo te fizesse derreter. Porque na verdade eu nunca te deixei sair daquele jeito, de repente, deixando esse vazio, essa peça a menos no meu quebra-cabeças. Porque na verdade eu nunca te deixei ir.

Um comentário:

  1. puta que pariu, assim você acaba comigo, mulher! Para de falar todo lo que penso e sinto! kkkkkk

    cê escreve demais, SUA LINDA

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