"Estas alegrias violentas, tem fins violentos(...)" Shakespeare

Fiz tudo do único jeito que eu sabia fazer, mesmo sem saber direito o que estava fazendo. Mesmo sem entender, "aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor". Por isso eu pensei que havia amor até demais, por fechar os olhos para o mundo quando você estava do meu lado e não me importar com a concretude disso, com a explicação, o sentido, a coerência do fato. Eu não tinha idéia do que era, do que nós fazíamos, mas eu sabia que em alguns momentos nos tornávamos um só ser, e isso era suficiente. Tal qual uma criança, que não se expressa claramente, mas faz um desenho singelo dos pais dentro de um coração, eu te desenhei e desenhei a mim, desenhei o que eu sentia em cada palavra que saia da minha boca ou das minhas mãos. Desenhei quando eu te beijava e abandonava meu corpo, quando te deixava entrar no meu universo, no meu mundo, onde ninguém mais havia chegado. E para mim isso era amor, para mim isso foi amor.

2 comentários:

  1. E o amor não é nada alem disso.Porem isso é tudo.

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  2. ' Que pode uma criatura no mundo,se não entre criaturas amar?' Pois é osieoeise ótimo POST ;*

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