Uma música das minhas, um livro ao acaso, o cafézinho da manhã e um cigarro. Não para ficar doidona, mas pela arte de fumar, de sair de si, de mim, dele. Parar de fingir que sou dessas, porque na verdade eu não sou. É o excesso de amor que me fez ficar assim, obstinada por causar uma imagem que lhe agradasse aos olhos e ao coração, para que me quisesse por perto. Nem sequer pensei que quereria minha companhia pela completude da falta, por eu ser tudo aquilo que ele não é e nem nunca será. Então vai, segue sozinho, na coragem para a morte, no medo da vida. E as pessoas ainda duvidam que o mundo está virado.

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